Anti-hauls & menos é mais

É impressionante como a gente consegue se deixar levar por comportamentos tão automáticos, mas que nem sempre são aqueles que nos levarão a uma vida melhor ou mais feliz… Uma dessas coisas é em relação ao consumo.

Desde meados do ano passado, quando fiz a limpa no armário e resolvi que “menos é mais” quando se tratava do meu guarda-roupa e resolvi levar esse lema para várias outras áreas da vida, comecei a prestar atenção em como grande parte do nosso dia é permeado de materialismos. Sempre estamos querendo mais alguma coisa, falando sobre alguma coisa que acabamos de comprar (ou queremos comprar), prestando atenção no que o outro tem (e no que você não tem, mas gostaria de ter)… No final, parece que quanto mais temos, menos estamos satisfeitos e esse ciclo nunca termina. É só olhar em volta e ver quantas coisas você tem e quantas você REALMENTE ama (já diria Dona Kondo).

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Sobre as meias-verdades que também são contadas para eles

Para acabar de vez com todos os mitos que envolvem as mulheres e o seu papel, é preciso que tantos outros mitos que atingem diretamente os homens sejam quebrados (e é por isso que feminismo não é somente em benefício apenas das mulheres, mas também dos homens e de toda a sociedade).

Certamente você já escutou de alguém que um determinado tema é “assuntos de menina”, enquanto outro é “assuntos de menino”. E qualquer coisa que fuja disso, é tido como anormal e estranho. Acontece que essas idéias não se encaixam mais tão perfeitamente com a nova dinâmica social e familiar desses nossos anos dois-mil-e-poucos. As relações de trabalho e familiar são completamente diferentes das que existiam quando alguns padrões de comportamento foram criados. Pelo visto, já está mais que na hora da gente deixar todas essas velhas idéias bem no fundo do baú de recordações das avós…

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Sobre esse tal de “compre mil reais e ganhe um trilhão de amostras”

Eu amo amostras. Amo mesmo.

Nunca mais me esqueço do dia, há um tempão atrás, em que fui em uma dessas lojas de departamento gigantes com aquela listinha de compras que só a gente sabe fazer quando viaja e a vendedora fala que tem a seguinte promoção: comprando acima de alguns dólares (pfff, ia comprar fácil fácil), eu ganhava uma bolsa e, dentro dela, muitas amostras. E ela falava sério. Eram MUITAS amostras. Eu fiquei enlouquecida.

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Alquimia de Beauté: esfoliante de café

Nessas minhas andanças pela internet, aliada à minha revolta com relação aos esfoliantes com grânulos artificiais (já falei deles aqui e tem um artigo bem legal aqui, falando dos males desses esfoliantes ao meio ambiente), ando descobrindo várias alquimias de beauté e uma que eu já testei e adorei é beeeeemmm complicada (#sqn) e resolvi compartilhar.

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Por uma vida mais saudável

Bartolomeu é um buldogue francês de 4 anos, totalmente destrambelhado e o rei das alergias (Bartô, para os íntimos). Primeiro, surgiram umas feridas no dorso, que iam aumentando, aumentando, até a gente correr para o veterinário, dar uma injeção de cortisona e sair de lá com uma prescrição de antibiótico por alguns dias. A cada 2 ou 3 meses, mais ou menos, lá estávamos nós, aflitos com mais uma crise de alergia, aparentemente do nada, e o danado do cachorro, todo pipocado. Depois de 3 anos nessa “rotina”, veio a primeira tentativa de tratamento convencional. Durante o tratamento, tudo corria às mil maravilhas. Depois, a “rotina” voltou com força total e parecia que as alergias nunca iriam embora.

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Das aventura de “go green”

Nessa onda de passar a usar apenas produtos cruelty-free (ou seja, de marcas que não realizam testes em animais e que utilizam materiais de fornecedores que também não testam), passei a prestar mais atenção à composição dos produtos também. Isso porquê os blogs e sites de produtos cruelty-free também trazem toda uma onda de produtos veganos e naturais. Uma coisa passa a puxar a outra e você vai se interessando cada vez mais por essa área (e se aterrorizando com algumas boas verdades também…). Comecei, então, a ficar muito, mas muito, impressionada com a quantidade de produtos químicos que a gente coloca na pele todos os dias!

Logo eu, uma beauty junkie (aparentemente, espero) incurável, comecei a ficar horrorizada com o que estava descobrindo sobre o até então lindo e maravilhoso mundo das maquiagens…

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Sobre as meias verdades que enganam a gente

O mundo é cheio de “verdades”, principalmente quando o assunto é sua vida. E essas “verdades” parecem se multiplicar quando você é mulher e está no início da carreira. Eu vivia numa luta interna constante porque, afinal, à medida que os anos iam passando, essas “verdades” que sempre nos contavam não condiziam muito com a realidade da vida. Será que era só EU a azarada?? Será que era só comigo que a vida vivia pregando peças e bagunçando todo o meu planejamento de vida toda hora com incontáveis imprevistos?

Até que no início deste ano, lendo um artigo no Linkedin Pulse (sempre boas leituras), comprei e comecei a ler “Unfinished Business“, escrito por Anne-Marie Slaughter, advogada internacional, analista de política externa, cientista social e ex-diretora do gabinete da Hillary Clinton quando esta era Secretária de estado dos EUA (pouca coisa, né?). Naquele momento da minha vida foi tipo propaganda das Organizações Tabajara (nossa! tô velha!) e veio um “Seus ‘pobrema’ se acabaram”. Afinal, não! eu não era a única remando contra a maré, me recusando a repetir no trabalho um comportamento totalmente masculino para que eu pudesse ser considerada pelos chefes. Eu não era doida em pensar que, se um dia tiver filhos, não vou querer “terceirizar” a criação e educação deles, sendo apenas uma figurante. Eu não era uma “feminista-revoltadinha-sem-razão” porque ficava revoltada quando escutava, numa reunião, um outro diretor falando para o meu diretor “até que enfim que você trouxe gente bonita para essa reunião”.

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Going cruelty-free

Em mais um capítulo dessa fase “vivendo com um propósito”, comecei a perceber que havia algo de errado na minha coleção de maquiagens. “Algo”, não! “Algos”, muitos “algos”.

Primeiro, a quantidade. Ok que eu sou uma verdadeira vi-ci-a-da por maquiagem, adoro experimentar novos produtos, texturas e cores, além de usar maquiagem quase que diariamente. Mas com a quantidade de coisas que eu possuo, fica impossível usar tudo até o final e os produtos acabam passando da validade antes mesmo de serem usados alguns pares de vezes… Resultado? Lá vou eu contribuir para aumentar ainda mais o lixo deste mundo (como se já não houvesse o suficiente).

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Consumo consciente: de onde vêm as suas coisas

Com a limpa feita no armário e a “doutrinação” diária que venho adotando recentemente no sentido de ter uma postura mais consciente em relação ao consumo e à minha relação com as coisas, uma das linhas dessa postura diz respeito à origem das coisas que consumimos. Começou com as roupas e depois fui passando a pensar melhor na origem dos produtos de beleza, higiene e até mesmo dos equipamentos e demais utensílios que temos em casa.

Não é de hoje que sabemos das condições de semi-escravidão (ou até mesmo escravidão) em que vivem muitas pessoas, inclusive crianças, que trabalham em inúmeras confecções de roupas mundo afora. Por isso, você sabe a origem da roupa que você está usando hoje?

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Viver mais com menos

Desde estes últimos post aqui e aqui, vim pensando bastante no caminho que a vida vinha tomando e no caminho que também o país está tomando. Nestes últimos meses, durante o processo de recuperação da minha mini crise financeira (“mini” considerando o cenário macro da crise financeira em que todos vivemos, mas uma MEGA crise, considerando apenas o meu mundinho), comecei a me questionar mais sobre se algo “realmente vale a pena”. Não vou negar que Marie Kondo realmente me ajudou nesse processo.

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