Update | Project Pan Winter 18

Eu ando viciada em vídeos de Project Pan no Youtube. Eu já falei sobre project pan aqui no blog e como eu gosto desse projeto para efetivamente usarmos tudo que temos, ao invés de só acumularmos. E já falei que vale pra todo tipo de “acumulação” que qualquer um de nós pode ter: as “brusinhas” compradas nas liquidações passadas, os zilhões de tênis comprados em cada viagem, a coleção de blusas de time de futebol, a coleção de livros e até os tuppewares acumulados nas idas às lojas de R$1,99 da vida.

TO-DO tipo de acumulação (ou, simplesmente, de coisas que possuímos em grande número ou em quantidade maior que o necessário) é passível de um project pan ou qualquer outro projeto focado na rotatividade das coisas, para usar um pouco mais de tudo e devo admitir que o meu Project Pan de Inverno tem me ajudado muito a usar bastante as coisas que possuo. Ando bem contente com o resultado do progresso que tenho feito e isso dá um ânimo incrível para usar o que já tenho e não ficar só pensando em adquirir coisas novas.

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Loser who?

Eu fui uma adolescente nos anos 90/2000. Eu fui uma adolescente que cresceu com filmes como “American Pie” pautando o comportamento da galera. E, naquela época, ninguém queria ser conhecido como um “loser“, que não conseguia fazer nada certo e de quem todo mundo debochava.

Hoje, não sou mais uma adolescente. E não estamos mais nos anos 90.

Mesmo assim, nas empresas, no nosso trabalho, e no mundo, de uma forma geral, ninguém quer ser conhecido como um “loser“, ninguém quer parecer ter falhas e ninguém admite seus erros. Só que… ninguém nasce sabendo. E o que acontece até a gente aprender bem alguma coisa?

Sim.

A gente ERRA.

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Anti-hauls & menos é mais

É impressionante como a gente consegue se deixar levar por comportamentos tão automáticos, mas que nem sempre são aqueles que nos levarão a uma vida melhor ou mais feliz… Uma dessas coisas é em relação ao consumo.

Desde meados de 2016, quando fiz a limpa no armário e resolvi que “menos é mais” quando se tratava do meu guarda-roupa e resolvi levar esse lema para várias outras áreas da vida, comecei a prestar atenção em como grande parte do nosso dia é inundado pelo materialismo. Sempre estamos querendo mais alguma coisa, falando sobre alguma coisa que acabamos de comprar (ou queremos comprar), prestando atenção no que o outro tem (e no que você não tem, mas gostaria de ter)… No final, parece que quanto mais temos, menos estamos satisfeitos e esse ciclo nunca termina. É só olhar em volta e ver quantas coisas você tem e quantas você REALMENTE ama (já diria Dona Kondo).

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Project 10 Pan: Winter 2017/2018

Definitivamente, uma das melhores formas de conviver melhor com a decisão de diminuir a quantidade de coisas que compramos é efetivamente usar o que temos.

Quantas coisas ficam no fundo do armário só porque, simplesmente, a gente não explorou todo o potencial dela? Não sei quanto a vocês, mas eu era super assim: comprava um milhão de coisas mas, no final, sempre tinha o mesmo uniforme. Isso valia para roupas, acessórios, calçados, maquiagem, skincare… Tudo! Inclusive comida, por incrível que pareça! (quantas comidas diferentes eu já comprei e nunca cozinhei?)

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Sobre as meias verdades que enganam a gente

O mundo é cheio de “verdades”, principalmente quando o assunto é a SUA vida (vindo dos outros, claro). E essas “verdades” parecem se multiplicar quando você é mulher e está no início da carreira. Eu vivia numa luta interna constante porque, afinal, à medida que os anos iam passando, essas “verdades” que sempre nos contavam não condiziam muito com a realidade da vida. Será que era só EU a azarada?? Será que era só comigo que a vida vivia pregando peças e bagunçando todo o meu planejamento de vida toda hora com incontáveis imprevistos?

Até que no início deste ano, lendo um artigo no Linkedin Pulse (sempre boas leituras), comprei e comecei a ler “Unfinished Business“, escrito por Anne-Marie Slaughter, advogada internacional, analista de política externa, cientista social e ex-diretora do gabinete da Hillary Clinton quando esta era Secretária de estado dos EUA (pouca coisa). Naquele momento da minha vida foi tipo propaganda das Organizações Tabajara (nossa! tô velha!) e veio um “Seus ‘pobrema’ se acabaram”. Afinal, não! eu não era a única remando contra a maré, me recusando a repetir no trabalho um comportamento totalmente masculino para que eu pudesse ser considerada como alguma coisa com o mínimo de potencial pelos chefes (todos homens, claro). Eu não era doida em pensar que, se um dia tiver filhos, não vou querer “terceirizar” a criação e educação deles, sendo apenas uma figurante. Eu não era uma “feminista-revoltadinha-sem-razão” porque ficava revoltada quando escutava, numa reunião, um homem da outra parte falando para o diretor da minha empresa “até que enfim que você trouxe gente bonita para essa reunião”.

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Beauté S.A. 3.3

E foi então que eu decidi recomeçar…

A idéia do Beauté S.A. surgiu já há alguns anos, bem no finzinho dos meus 20’s. Uma pitada de desilusão profissional, misturada com um sentimento de “que raios estou fazendo da minha vida” e uma sensação de que eu tinha muita coisa, mas não tinha nada. Resolvi colocar tudo na tela do computador.

Quase quatro anos depois, a idéia do Beauté S.A. ainda persiste, mas seu formato mudou muito na minha cabeça desde então. E é por isso que eu resolvi recomeçar.

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