Rising Stars

Uma das piores coisas de ser mulher e trabalhar no ambiente corporativo é sentir que, por mais capaz que você seja, você nunca conseguirá fazer com que seu chefe enxergue em você o novo “ele” (porque, bem… você é “menina”). As mulheres hoje estão em grande número, ocupando as mais diversas funções. No entanto, quanto mais alto o nível na hierarquia, mais escassas elas são.

Acredito que ainda há um mito que paira na cabeça da maior parte dos chefes de que, com a chegada da maternidade, as mulheres não pensam em mais nada além de seus filhos, não conseguindo mais se desvencilhar dos problemas domésticos e focar no trabalho.

Além disso, há ainda uma questão de identificação de padrões comportamentais que seriam, teoricamente, mais adequados ao perfil daqueles que ocupam funções de alta gerência: ser firme, falar “grosso”, impor respeito, ser competitivo, etc, características que as mulheres, geralmente, não têm (apesar de terem milhares de outras características igualmente benéficas para as organizações).

Em “Rising Stars”, a Dra. Elisabeth Kelan analisa estas e outras questões que impedem que mais mulheres atinjam cargos mais altos na hierarquia corporativa. E vai ainda além, focando principalmente nas mulheres da Geração Y, mulheres que tiveram as mesmas oportunidades de acesso a educação que os homens de sua geração e que, agora, vêm se deparando com as dificuldades de alcançar níveis mais altos na carreira, ao contrário de seus colegas do sexo masculino.

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O livro mostra que, para as mulheres, o desafio é de conseguir subir na carreira sem ter que repetir o mesmo comportamento de seus chefes (homens, na sua maioria, ou mulheres que se comportam como homens). Já para as companhias, o desafio é conseguir quebrar o estereótipo do “trabalhador ideal” (de características exclusivamente masculinas, atualmente) que está entranhado nas suas filosofias, para incorporar imagens mais “alternativas” de trabalhadores igualmente produtivos, que possuem características mais femininas.

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Apesar de escrito de forma bastante acadêmica, vale muito a leitura, para identificar os desafios e nos inspirar para continuar tentando mudar estes antigos paradigmas e filosofias corporativas.

 

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