Viver mais com menos

Desde estes últimos post aqui e aqui, vim pensando bastante no caminho que a vida vinha tomando e no caminho que também o país está tomando. Nestes últimos meses, durante o processo de recuperação da minha mini crise financeira (“mini” considerando o cenário macro da crise financeira em que todos vivemos, mas uma MEGA crise, considerando apenas o meu mundinho), comecei a me questionar mais sobre se algo “realmente vale a pena”. Não vou negar que Marie Kondo realmente me ajudou nesse processo.

Sempre atrasada nas modinhas, fui ler o livro-fenômeno em meados de março. Fora todo o desapego pregado por ela, a lição que mais chamou minha atenção era a de que só devemos manter nas nossas vidas aquilo que realmente amamos. Ora… pensando bem, esse deveria ser o driver de tudo na nossa vida, não apenas para “coisas”.

Passei então a pensar que deveria deixar para trás todo aquele sentimento de sufocamento criado por coisas em excesso ao meu redor e aquele hábito vicioso de só pensar em “comprar”, “comprar” e “comprar” (quase sempre escondido sob “eu preciso” ou, principalmente, “eu mereço”).

Botei em prática uma grande limpa no armário. Afinal, como o marido sempre fala, eu acabo usando sempre o mesmo “uniforme” de final de semana… Dentre as coisas que eu tinha, a verdade é que eu não precisava (e, na verdade, nem sequer gostava) de tanta coisa assim. Começou o desapego e pela lógica do “mantenha somente aquilo que te traz alegria”, como manda Dona Kondo, ele foi voraz. Montei uma lojinha no Enjoei para as coisas que estavam impecáveis. O restante foi doado.

Ainda não terminei o processo de desapego das coisas e, principalmente, o processo de mudança de atitudes. Afinal, “old habits die hard“. Aos poucos, espero me livrar de velhos vícios e fortalecer toda uma nova postura perante a prática do consumo. Ser mais consciente em relação às minhas escolhas, tanto em relação à quantidade como em relação à qualidade, é um dos principais objetivos. Em tempos de crise (macro e micro), pensar em qualidade pode parecer um paradoxo. Mas não…

 

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