Consumo consciente: de onde vêm as suas coisas

Com a limpa feita no armário e a “doutrinação” diária que venho adotando recentemente no sentido de ter uma postura mais consciente em relação ao consumo e à minha relação com as coisas, uma das linhas dessa postura diz respeito à origem das coisas que consumimos. Começou com as roupas e depois fui passando a pensar melhor na origem dos produtos de beleza, higiene e até mesmo dos equipamentos e demais utensílios que temos em casa.

Não é de hoje que sabemos das condições de semi-escravidão (ou até mesmo escravidão) em que vivem muitas pessoas, inclusive crianças, que trabalham em inúmeras confecções de roupas mundo afora. Por isso, você sabe a origem da roupa que você está usando hoje?

Em épocas de crise econômica como a que vivemos agora e com a indústria nacional sofrendo horrores para sobreviver, comecei a pensar “e se, ao invés de comprar mais em lojas que vendem produtos de origem duvidosa (mas mais baratos), eu passar a consumir produtos nacionais, de origem menos duvidosa, apesar de mais caros?”. Obviamente, o preço unitário dos produtos nacionais são mais caros aqui (um minuto de silêncio para agradecermos pela nossa enlouquecida carga tributária #sqn), mas se eu conseguisse (1) encontrar peças de melhor qualidade e que, consequentemente, durem mais, e (2) encontrar peças (mesmo que poucas) que eu realmente goste mais e que, consequentemente, use mais, o dinheiro terá sido, no final das contas, mais bem investido. E o valor total gasto provavelmente será igual, se não mais barato. Ainda estou no início de toda uma pesquisa e de uma nova atitude que vem me ajudando a ter uma postura mais saudável, psicológica e financeiramente, em relação ao consumo, mas acredito que será um caminho bem legal de seguir.

Acredito que essa crise econômica que vem nos atingindo TEM que ter alguma lição boa. Para mim, ela está servindo para aprender a lição de que não somos apenas definidos pelo que consumimos e pelo que possuímos, mas sim pela forma como fazemos isso e pela forma com a qual lidamos com as coisas. Acredito em um futuro sustentável e que este é o único caminho para mantermos nossa vida nesta Terra. No entanto, a maneira que eu vinha consumindo não condizia nada com este meu pensamento. É hora de passar a ser coerente…

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