Das aventura de “go green”

Nessa onda de passar a usar apenas produtos cruelty-free (ou seja, de marcas que não realizam testes em animais e que utilizam materiais de fornecedores que também não testam), passei a prestar mais atenção à composição dos produtos também. Isso porquê os blogs e sites de produtos cruelty-free também trazem toda uma onda de produtos veganos e naturais. Uma coisa passa a puxar a outra e você vai se interessando cada vez mais por essa área (e se aterrorizando com algumas boas verdades também…). Comecei, então, a ficar muito, mas muito, impressionada com a quantidade de produtos químicos que a gente coloca na pele todos os dias!

Logo eu, uma beauty junkie (aparentemente, espero) incurável, comecei a ficar horrorizada com o que estava descobrindo sobre o até então lindo e maravilhoso mundo das maquiagens…

O engraçado é que a nossa geração está cada vez mais cri-cri com a necessidade de fazer exercícios físicos regularmente, manter uma alimentação saudável, não fumar, não beber… mas ninguém ainda se ligou sério (ou, pelo menos, não na mesma proporção dessas outras preocupações) com os perigos que muitos produtos de higiene rotineiros podem trazer para a nossa saúde (lembra da polêmica do até então inofensivo talco?). Aí, não adianta nada você cuidar dos pulmões e do coração se o maior órgão do seu corpo, a sua pele, está sendo bombardeado de produtos “eca” todos os dias.

Eu fiquei tão impressionada (ok que o meu marido fala que eu sou muito impressionada com tudo) que comecei uma verdadeira SAGA para conhecer mais sobre as composições perigosas, marcas mais clean e composições mais saudáveis e naturais. A saga apenas começou e tenho que confessar que não é tarefa nada fácil, viu… ainda mais para essa advogada-what-the-hell-eu-sei-sobre-química…

Alguns novos hábitos andam me ajudando bastante nessa nova empreitada. São eles:

Encare os rótulos e composições com toda coragem. Eu sei, eu sei… é assustador quando a gente vira um frasco e lê um monte de methylbla-bla-bla, propyl e tantos outros nomes estranhos. O jeito é juntar coragem e encarar mesmo. Busque ter em mente os piores elementos numa composição, tipo parabenos, e largue assim que ler algo do tipo.

Desodorante da Alva que estou looouca para falar aqui :)
Encare o rótulo! Na foto, desodorante da Alva que estou looouca para falar aqui 🙂

Google it! Ficou na dúvida? Corre para o Google! Um outro site que virou o meu “Google dos ingredientes nocivos” é o EWG Skin Deep. Super fácil de usar (é só procurar o ingrediente no campo no topo da página) e de entender. O site traz até uma gradação, de 0 a 10, do quão nocivo é um ingrediente. Como eu ainda não sei nada nada sobre os ingredientes e composições, fico hoooras pesquisando qual produto seria o mais limpo. Outra opção legal é um aplicativo chamado Think Dirty, mas acho que ainda só tem para Apple.

Cuidado com o Greenwash! Nesse post mesmo eu falei sobre um shampoo que usei que tinha “naked” no nome, era todo cheio de folhinhas no rótulo e tal, mas na hora de ler os ingredientes… nhém! Não era nada verdinho! Outro exemplo é essa base da CoverGirl, a Natureluxe, que de “nature” só o nome mesmo, pois contém talco (olha ele de novo) e outras químicas bizarras… Então, atenção! Embalagens verdinhas, fofas, cheias de bichinhos e florzinhas podem esconder químicas terríveis. Inclusive, muitos produtos veganos também podem conter ingredientes nocivos!

Base "Nature"Luxe, da CoverGirl que, de "nature" só no nome!
Greenwash: Base “Nature”Luxe, da CoverGirl que de “nature” só o nome!

Portanto, não basta ler a frente do produto! Tem que virar o produto e analisar beeeem aquelas letrinhas miúdas e aquele monte de palavra esquisita. Tipo quando você vai contratar de plano de celular, saca? 😉

Por fim, faça uma lista dos piores piores produtos. Porque, né, não dá pra ficar hoooras na farmácia esperando o Google no celular carregar (#4Gmaledeto). Aliás, depois dessa mudança, ficou tão difícil achar um produto legal na farmácia que eu nem tô indo mais tanto. Quem diria…

Como as melhores e mais duradouras mudanças são aquelas que são adotadas de forma gradual, sinto que ainda estou muito no início do processo e que ainda há um loooongo caminho no “incrível mundo ‘clean'”. Mas, com toda certeza, será um caminho muito gratificante e muito mais saudável.

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3 Comentários

  1. Legal, amei o artigo, porque também estou nessa jornada, ou mudança, de produtos químicos-industrializados para produtos orgânicos e naturais, não somente nos cosméticos e nas maquiagens que tanto amamos, mas na alimentação também, hoje olho o supermercado com outros olhos, antigamente sempre olhava a seção de frutas legumes e verduras com olhar blasé, hoje é a minha parte favorita do supermercado. E assim é com os cosméticos. Comecei esse ano, em março, a olhar quanta química há em shampoos, condicionadores maquiagens, filtro solares e etc, e resolvi fazer essa transição, claro que leva um tempo, porque você gastou seu dinheiro naqueles produtos que ainda está em seu armário, estou terminando mas já adquirialguns produtos orgânicos e naturais e veganos, e realmente a internet ajuda muito, o site EWG tem me ajudado bastante, na escolha de produtos orgânicos e naturais, sempre busco olhar os ingredientes, leva tempo, mas compensa, por exemplo ver se a marca tem alguma certificação, se o produto realmente é orgânico e natural, como a ECOCERT, por exemplo.Estou amando todo esse processo :).

    1. Oi, Sandra! Que bom que gostou, fico super feliz 🙂 Eu também estou como você: me impressionando cada vez mais com a quantidade de química que há nos produtos convencionais e gostando cada vez mais da seção de frutas e legumes. É uma mudança e tanto na nossa rotina, mas com certeza é uma experiência muuuuuuito melhor. Beijinhos!

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