Anti-hauls & menos é mais

É impressionante como a gente consegue se deixar levar por comportamentos tão automáticos, mas que nem sempre são aqueles que nos levarão a uma vida melhor ou mais feliz… Uma dessas coisas é em relação ao consumo.

Desde meados do ano passado, quando fiz a limpa no armário e resolvi que “menos é mais” quando se tratava do meu guarda-roupa e resolvi levar esse lema para várias outras áreas da vida, comecei a prestar atenção em como grande parte do nosso dia é permeado de materialismos. Sempre estamos querendo mais alguma coisa, falando sobre alguma coisa que acabamos de comprar (ou queremos comprar), prestando atenção no que o outro tem (e no que você não tem, mas gostaria de ter)… No final, parece que quanto mais temos, menos estamos satisfeitos e esse ciclo nunca termina. É só olhar em volta e ver quantas coisas você tem e quantas você REALMENTE ama (já diria Dona Kondo).

Então, decidi usar mais tudo o que tenho, amar mais tudo o que tenho e me esforçar para não perder o foco e não enxergar as coisas materiais e como um fim em si, mas como instrumentos para momentos bons, lembranças boas. E foi então que eu descobri o canal da Kimberly Clark e a sua série de vídeos fan-tás-ti-cos de anti-hauls (ou “o que eu não vou comprar”). Para alguém como eu, viciada em maquiagem, juntar consumismo consciente com maquiagem, nem preciso dizer que viciei.

E para finalizar o momento “amo tudo o que tenho e não preciso de mais nada”, algumas mudanças na relação com as coisas são fundamentais e estou tentando aplicá-las à minha vida diariamente:

  • Não, você não preciso de nada “melhor” enquanto o que tem estiver funcionando bem. Smartphones são ótimo exemplo disto. Todo ano é um lançamento novo, uma câmera mais bizarra que a outra, mais memória, mais marketing, mais tudo. Acontece que o seu smartphone, lançado ano passado, ainda está novinho em folha… você realmente precisa trocá-lo? Jura?
  • Pense no lixo do mundo. Quanta coisa a gente joga fora todos os dias. Quantas coisas são jogadas fora sem sequer serem usadas. Comida, roupa, as mais diferentes coisas… Podia ser menos, não podia? Porque não tentar?
  • Pense no dinheiro economizado e o que esse dinheiro pode fazer por você. Ao invés de virar escravo das coisas que você criou para você, do estilo de vida que você criou e trabalhar, muitas vezes sem felicidade nenhuma, apenas para manter esse estilo de vida, porque não viver com menos e, com o dinheiro que sobrar, fazer com que ele trabalhe para você?
  • Dane-se o que os outros pensam. Dane-se se os outros torcem o nariz para o meu carro de quase dez anos e acham que eu poderia “investir” em um carro melhor. Dane-se se os outros acham que eu deveria ter uma bolsa da mesma grife que 99% das pessoas do trabalho têm. Guardadas as proporções de boa apresentação e segurança (não vai andar desdentada e nem num carro com pneu careca, né!), não se importe muito com a opinião dos outros sobre você e sua aparência. Sabe por que? Eles nunca estarão satisfeitos (ou pelo menos, sempre vai ter um que não estará satisfeito).

Então, ame suas coisas, use-as e seja feliz!

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