Anti-hauls & menos é mais

É impressionante como a gente consegue se deixar levar por comportamentos tão automáticos, mas que nem sempre são aqueles que nos levarão a uma vida melhor ou mais feliz… Uma dessas coisas é em relação ao consumo.

Desde meados de 2016, quando fiz a limpa no armário e resolvi que “menos é mais” quando se tratava do meu guarda-roupa e resolvi levar esse lema para várias outras áreas da vida, comecei a prestar atenção em como grande parte do nosso dia é inundado pelo materialismo. Sempre estamos querendo mais alguma coisa, falando sobre alguma coisa que acabamos de comprar (ou queremos comprar), prestando atenção no que o outro tem (e no que você não tem, mas gostaria de ter)… No final, parece que quanto mais temos, menos estamos satisfeitos e esse ciclo nunca termina. É só olhar em volta e ver quantas coisas você tem e quantas você REALMENTE ama (já diria Dona Kondo).

Então, decidi usar mais tudo o que tenho, amar mais tudo o que tenho e me esforçar para não perder o foco e não enxergar as coisas materiais e como um fim em si, mas como instrumentos para momentos bons, lembranças boas.

Nesse percurso, encontrei várias fontes legais relacionadas ao assunto (e aceito sempre mais sugestões!). Algumas delas, que eu mais gosto, são:

E para finalizar o momento “amo tudo o que tenho e não preciso de mais nada”, algumas mudanças na minha relação com as coisas são fundamentais e estou tentando aplicá-las à minha vida diariamente:

  • Não, você não preciso de nada “melhor” enquanto o que tem estiver funcionando bem. Smartphones são ótimo exemplo disto. Todo ano é um lançamento novo, uma câmera mais bizarra que a outra, mais memória, mais marketing, mais tudo. Acontece que o seu smartphone, lançado ano passado, ainda está novinho em folha… você realmente precisa trocá-lo? Jura?
  • Pense no lixo do mundo. Quanta coisa a gente joga fora todos os dias. Quantas coisas são jogadas fora sem sequer serem usadas. Comida, roupa, as mais diferentes coisas… Podia ser menos, não podia? Porque não tentar?
  • Pense no dinheiro economizado e o que esse dinheiro pode fazer por você. Ao invés de virar escravo das coisas que você criou para você, do estilo de vida que você criou e trabalhar, muitas vezes sem felicidade nenhuma, apenas para manter esse estilo de vida, porque não viver com menos e, com o dinheiro que sobrar, fazer com que ele trabalhe para você?
  • Dane-se o que os outros pensam. Dane-se se os outros torcem o nariz para o meu carro de quase dez anos e acham que eu poderia “investir” em um carro melhor. Dane-se se os outros acham que eu deveria ter uma bolsa da mesma grife que 99% das pessoas do trabalho têm. Guardadas as proporções de boa apresentação e segurança (não vai andar desdentada e nem num carro com pneu careca, né!), não se importe muito com a opinião dos outros sobre você e sua aparência. Sabe por que? Eles nunca estarão satisfeitos (ou pelo menos, sempre vai ter um que não estará satisfeito).

Então, ame suas coisas, use-as e seja feliz!

(Este post foi publicado, inicialmente, em março de 2017, mas ele voltou com links atualizados e novas fontes legais que descobri desde então!)

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